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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Na musica a noite.

A doçura de uma voz, em voz não tece
como um vão que corrompe todo o meu senso
que faz-me apagar junto as cinzas do cigarro
soprar-me em um tom maior do meu sax
a composição que não se nota, que não se toca
a linguagem que não se traduz somente só
nos laços a fita de seda a presa sente e cede
pede com pressa o desejo sem preço sim
o corpo nu desfalecendo na areia a noite
o meu som que ecoa em todas as esferas
como um sopro vindo de uma fera eu grito
e peço somente mais um copo de vinho e um cigarro
um momento sozinho a noite só....

O suplicio do musico poeta, que vaga a noite sem voz,
a sós...

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