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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

18 de janeiro...

Fui por muito tempo você,
Nas entrelinhas, nos poemas,
Nos meus versos de saudade,
Até nos erros, fui você...

Fizemos parte de tudo,
Um mundo todo, só nosso,
Brincavamos de criança,
Eu te embalava no meu berço,

Sempre tinha chocolate,
A comida sempre na mesa,
Nem agua voce pegava,
Eu fazia tudo com amor...

Mas a vida é assim,
Você não olhou pra mim,
Só viu o que eu tinha de pior,
E no fim, me humilhou tanto...

Um amor, que se dizia verdadeiro,
Quando posto à prova,
Fui ouvir que ''cansou de perdoar'',
Como se o amor tivesse prazo...

Hoje, olho para frente,
Me valorizo, e tenho até sorrisos,
A vida nos revela o que tem de melhor,
E com a graça, nos faz recomeçar...

E agora vou esperar,
Aquela a quem vou sempre amar,
E terá todas as minhas poesias,
Até o fim, muito alem dos meus 31 anos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Meu relógio, e o tempo.

Hoje em casa, ouvindo Nelson Gonçalves,
Me trouxe a memória de um tempo,
Onde eu via, meu avô sentado na sala,
Era domingo, ele tomava seu vinho do porto,

Aquele bolero que eu ainda não entendia,
O cheiro de comida gostosa que minha vó fazia,
Seu Natalício imóvel, apenas fitando a janela,
Parando o relógio, um preludio à saudade,

Me contava as histórias,
De uma Belo Horizonte hoje tão distante,
Num tempo onde o tempo, era mero acaso,
E a vida, intrínseca, era o que valia,

Rompendo as dimensões, no espaço,
Volto eu sempre que posso, 
Por segundos sento naquele sofá e recordo,
Que da vida, só tenho o tempo e meu relógio. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Meus 31 anos de saudade.

É inconcebível pensar,
Minha vida sem saudade,
Faz parte da peça,
E não me faça promessa...

Sou um pouco de tudo (de todos),
Toda parte da minha vida,
Sou esboço da minha história,
Que se torna uma palavra...

Todo sofrimento é muito, pouco,
Tentando tanto, entretanto,
Sempre vendo aquela foto,
Que nunca saiu daquela estante,

Pra mim a vida é assim,
Tudo muda, num lapso de instante,
E eu torto, desconcertante,
Abro a janela da minha vida, fito horizontes,

Que me levaram a tantos lugares,
A tantos sentimentos mudos,
Por tantos caminhos que pensei ser sem fim,
E que me levaram sempre ao mesmo lugar...

Minhas poesias reproduzem em versos,
Fragmentos da melhor parte de mim,
Onde o coração fala, grita, berra, escancara,
E me torna um, entre tantos, e em tantos,

Anos de saudade...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Meus votos, da minha vida.

Olha, não posso te prometer muito
Sabia que quando fico tenso gaguejo?
É assim, meio de lampejo,
Espero que se acostume...

Não tenho aquele fisico invejavel,
Mas se voce gostar de um bom tropeiro,
Podemos sim, fazer sem medo,
Sem ter hora pra acabar...

Sou um pouco chato, reconheço,
As vezes minto e nem percebo,
Talvez seja mal de mineiro,
Falo tanto que até me perco...

Tenho ansiedade, melancolia,
É terrivel, e nem eu sabia,
Que nos dias tristes, é tanto triste,
Que eu sou um poço de saudade...

Sou meio orgulhoso, mal de familia,
As vezes não dou o braço a torcer,
Mas tenha um pouquinho de paciencia,
Que logo passa e sou todo de você...

As vezes posso fazer cara fechada,
Faço bico e não ouço nada,
Mas se abrir o meu sorriso,
Sou seu mundo de carinhos...

Posso não ser o melhor de todos,
Mas sou poeta, um cara novo,
Tenho muito o que aprender,
Cê só precisa entender...

O que posso prometer,
É que sou seu, sou só de voce,
Não precisa ter ciumes,
Sou apenas um cara que fala muito...

E que da vida nada se leva,
Só uma coisa interessa,
O amor de todo o (meu) mundo,
Que será sempre de você...