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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O medo da loucura.

É noite, escuto uma voz
grave por detras da arvore
que se aproxima...

Saio correndo pela rua
tropeço em um homem na calçada
e caio em uma poça de agua suja,

A voz se aproxima rapidamente
bate um enorme desespero
quase como uma loucura morro de medo,

Corro sem parar e a voz começa a parar
olho para trás e nao vejo ela passar
acho que ja foi, posso ir embora já...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A poesia do sono.

Tudo me da sono,
o banco do carro, é sono

É sono ter que ir ao banco,
conta de banco não da sono não,

O poeta que não dorme, não tem sono
a poesia que ele escreve da sim muito sono,

O amor na poesia é sonolento as vezes
a tristeza não traz sono não,

A bossa nova me traz o sono
das noites mal dormidas,

O boteco é tardio e mediocre
traz sono para o bebum que morre,

A poesia é uma noite mal dormida,
e eu sempre acordo com sono.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Uma tarde vazia.

Aquela coisa meio chata da tarde
segunda-feira seca, sem muita graça
o ocio permeia e assim a tristeza
que chega como quem nao quer nada
no cantinho da sala, sem querer incomodar

O final de semana ja se foi
amanhã ainda é terça
e me da desanimo só de imaginar
que tenho ainda quatro dias
para espantar a tristeza e a solidão
é chato não ter com o que se ocupar

Dai então escrevo essa poesia
sem muito com o que dizer e nem porque
falo comigo mesmo, neste devaneio sem graça
para ver se o tempo passa, mas não passa
vou sair correndo daqui, atras do tempo que passou.