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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Do fim, ao começo.

Flores espalhadas pelo campo,
O cheiro de saudade paira no ar,
Aquele perfume seu antigo,
No horizonte fito nunca mais...

Sensações que já senti tanto,
Que teimam em não ir embora,
E aquele sentimento prevalece,
Sempre me cercando à você...

Essa que ainda não toquei,
Que ainda não vi sorrir,
De uma saudade de saudade,
Do que ainda não vivi...

Uma reprodução quase teatral,
Cenas da minha vida que virá,
Onde somente eu e você
Somos os atores principais...

Como a nota de uma musica,
Sou você em sua doçura,
Tentando nestas entre linhas,
Saber mais de você...

Afinal, onde você está?

Estou aqui a te procurar,
Mande apenas um sinal,
Que abro a porta do meu coração,
E da minha vida, fará sua pousada...

Eternamente.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sou de você antes de mim mesmo,
Sou dos teus abraços e afagos,
Sou das tuas noites fritas,
Sou a solução da tua tristeza,
Sou o verso do que falta na sua poesia,
Sou de você todo o sonho do mundo,
Sou teu em toda escrita e saudade,
Sou de ontem e viverei pela eternidade,
Somos de um tempo que não existe mais,
Sou de você até onde não saber mais,
Somos a essência do amor em nós,
Sou tem em cada segundo sozinho,
Sou teu nos meus devaneios,
Somos um universo de sensações,
Somos de tudo que pudermos,
Seremos sempre, nós, em nós!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Simplicidade da vida.

A minha vida é simples,
Dois minutos de saudade
Aquele beijo inesperado,
Sorriso despretensioso...

Mãos dadas sem querer,
Abraço pra aquecer,
Troca de olhar sem saber,
Coração acelerado sem porque...

Frio (na barriga) no verão,
Boca seca debaixo do chuveiro,
Sensação boa de chocolate,
Abrindo os olhos sem saber aonde...

Sentar sob a areia,
Contemplar o horizonte,
Onde o relógio para,
E o tempo se torna coadjuvante...

No balanço da rede,
Em cada nota musical,
Em cada toque de carinho,
Gratidão por cada segundo que passa...

Pés descalços,
Segurança de quem nunca mais vai embora,
Onde a simples presença supre tudo,
E o amor é essa coisa gostosa de toda hora!



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Desabafo do poeta.

O som da tua voz ecoa nos meus ouvidos,
A saudade de cada sorriso, de cada toque,
O beijo que me entorpecia, me congelava,
Cada nota daquela musica, sou você...

Como se voltasse no tempo,
Onde as dancinhas, as nossas comidas,
Aquelas discussões da madrugada,
Os carinhos que não tinham hora de acabar...

As horas deitados juntos,
Os filmes que chorei tanto, 
Aquela bela historia no cinema,
E como eu era antes de você...

Eu só queria uma oportunidade,
Só queria voltar no tempo uma vez,
Só queria que você viesse aqui,
Que você parasse nesse blog, por um instante...

Eu tenho vergonha de te falar,
Não sei como dizer, ou te procurar,
Sei que tudo mudou tanto, e queria tanto que soubesse,
Não sei como fazer, você não sabe mais nada de mim...

Sei que a saudade me condena,
Sou refém de um passado que não volta mais,
Me dói saber que essa historia passou,
E eu não posso e nem consigo mais te demonstrar...

Dos nossos passeios na praia, 
Das caminhadas no inicio, se lembra?
Quando perguntei se tinha certeza,
Quando eu disse que seria dificil...

Você prometeu que não me deixaria,
Me disse tanta coisa, me prometeu não ir embora,
Só queria que soubesse, do fundo do meu coração,
Que eu não consigo te esquecer...

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Nota de agora.

Eu quero sempre sentir essa saudade gostosa, quero sempre amar como a ultima vez, quero sempre viver agora como nunca mais, quero errar de tanto tentar, quero apaixonar todos os dias, quero dizer que te amo a todo momento, quero sentir todas as sensações do mundo, quero gritar quando sentir vontade, quero morrer quando estiver cansado de viver, quero renascer na minha poesia, quero ser do meu eu o mais intenso e visceral possível.
Quero ser tudo, mesmo parecendo ser nada!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Entre as quatro paredes do meu coração.

Eu já fui muito pretensioso,
Pensei um dia dominar o mundo,
Acreditei que meu abraço,
Cabia em todos os pedaços de cada coração...

Tentei ser o mais forte, (academia que o diga)
Tentei ser o mais bonito (que preguiça lembrar das dietas)
Percorri caminhos talvez inalcançáveis hoje,
Me procurei em cada sorriso que vi...

Chorei de tanta exaustão,
Chorei de tanta gratidão,
Pedi tanto perdão,
Apanhei tanto, e bati tanto também...

Pensava que da vida eu já sabia,
Que onde trilhei já foi suficiente,
Imaginava que o mundo cabia na palma da minha mão,
Gritei de um lugar tão alto, que por pouco não cai no abismo...

Fui muitas vezes a pior parte de mim,
Aprendi que para o conserto, é necessário o sofrimento,
Que depois da tristeza vem a alegria,
Após toda a saudade vem o acalanto...

Hoje eu entendi que não sei ainda de quase nada,
Sou apenas um poeta meio bobo, atrapalhado,
Não sei ainda pra onde exatamente ir, será que é aqui?
Eu só tenho uma certeza, e essa me consola...

Tenho em mim todo o amor, dos vários que eu tive,
Fiquei com a melhor parte deles, e hoje sou tão saudade,
Que cada voz ainda ecoa, e em meio a tristeza,
Fiz da vida retratos, e do coração um enorme mural de retalhos coloridos.








segunda-feira, 17 de julho de 2017

Prelúdio a mulher e poesia.

Na minha nudez, pasmo
Fito sob a linha do tempo
Outrora de um agora que nunca existiu,
Pauso e forço na memória, lapso de mim...

O texto desconexo, a valsa sem um verso,
O vazio, no amago da minha poesia,
E as palavras hoje tão vagas,
São componentes, do meu texto autoral...

Porque foste ó tempo?
Me mergulhaste no mais profundo anseio,
E me tornaste escravo dos meus pensamentos,
Refugias em mim, à lira da minha poesia...

Do toque da mulher amada,
Daquela ainda tão minha, que foste perdida,
Não mais encontrada, mas tão desejada,
Perdão peço aos Deuses, que te levastes de mim...

E no pranto do poeta, das fotografias na estante,
Fico mudo por um instante, furto do tempo um minuto,
E faço de tudo o meu mundo, de tanto te querer,
Fazendo de ti em minha vida, o mais lindo do meu ser...