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sábado, 14 de abril de 2018

Vila Velha in Jazz.

O som do Sax ecoando pelos quatro cantos,
Itaparica nunca mais tem sido a mesma,
E eu tenho distribuído partes de mim,
Em cada nota uma nova versão do meu eu...

O visitante que passa e se espanta,
Encanto que eu, enquanto olho tudo para,
Realização de um sonho, mesmo que de repente,
Sem ter tempo aparente, tornou-se realidade,

Consegui fazer com que os outros ouçam,
Minha alma que gritou, tão alto que até os céus ouviram,
A extrema necessidade de ser relevante,
E o dinheiro nisso é apenas o coadjuvante,

Minha intenção é fazer arte com tesão,
Tocar o coração das pessoas que passam,
Parar o tempo por um minuto,
E fazer de cada segundo, o ultimo para alguém,

Eu não sou de tanta ambição,
Só quero traçar o meu sonho como verso,
E encontrar o sentido do sucesso,
Fazendo do riso do outro, minha nota principal.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Sem verdades.

Eu não sou nada convencional
Decidi largar tudo de novo
Viver de arte pra ser todo
Ter meu ''eu'' por inteiro,
Aqui no Brasil se não tem grana,
Fica em cana, ou perdido no caminho,
Eu tenho sentido na pele meu amigo,
O preço por não ter essa bosta de dinheiro,
Eu tenho sonhos e vejo um futuro,
Quero pro mundo mais arte, poesia
Não quero ser comum, fugir do trivial,
Na minha Vitrola é Jazz e saudade,
Eu não sei até onde aguento,
Ou até onde isso tudo vai me levar,
Não quero desistir nem hesitar,
Mas infelizmente sou refém deste sistema,
Só tenho um desejo,
Que o mundo seja tão colorido,
Quanto meus olhos que só veem cores,
Por onde quer que eu passe,
Ninguem estende a mão,
Na ciranda do capitalismo,
Só se da bem quem tem,
E eu, apenas um poeta com Vitrola na mão,
Deixo o som do Sax me entorpecer,
Acalentar minhas noites mal dormidas,
E ter a certeza que quem perde não sou eu,
Afinal, se dinheiro fosse bom, existiria Banco até no céu!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

I Love Jazz

O som que me entorpece,
Consome todo meu corpo,
Acelera meus batimentos,
Me faz perder a noção do tempo,

I Love Jazz, e saudade
Do tempo que eu não tinha que ter,
Que ser pra mim era tudo,
De um tempo que não volta mais,

Voltar no meu relogio,
Alguns anos atras,
Onde apenas a poesia e a lira,
Eram suficientes para meu dia,

Hoje a dor da maturidade corroi,
Essa prisão velada que o sistema gera,
E eu  tenho nisso gerado tanta tristeza,
Ah, que saudade do meu tempo de Jazz (suspiro do poeta)

Eu não sei muito do meu futuro,
Não sei se sou fadado ao fracasso intelectual,
Ter de me submeter a coisas sem sentido,
Ver meu jardim sucumbir, e minha poesia acabar,

Não é o que quero, nem o que  almejo,
Ainda sonho  com  dias sem fim,
Com  poesia em todas as paredes,
Em um dia, ser, será mais do que ter.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Minha Vitrola.

Depois de muito tempo,
Talvez algumas vidas por ai,
Decidi romper outra barreira,
Sair da zona de conforto,

Conhecer o meu limite,
Caminhar beirando abismos,
Sem ter muita noção para onde,
Porém, uma esperança sólida,

A minha Vitrola hoje tem cor,
Tem formas e muito amor,
Mas e o dinheiro?
Ah,  o dinheiro é  minha mulher bandida,

Eu não sei onde vou parar (ainda),
Mas ouvir o som do Sax ecoando,
Vendo as pessoas passando e respirando fundo,
Roubando sorrisos, ainda que sem ''ganhar'' nada com isso,

Onde passo deixo minhas pegadas,
Meu rastro de poesia e musica, com aquele toque de saudade,
A minha Vitrola não sei se dura para sempre,
Mas agora ela é de sempre, e esse bairro nunca mais será o mesmo,

Da janela do condomínio o rapaz ouve o grito da Janis,
Na lanchonete do lado, um para, e ouve a voz doce da Billie,
E  no fim da noite, o estrondo do AC DC deixando todos mais animados,
Tenho visto e sentido nisso, o real sentido de existir e participar,

Influenciar não é ter o sanduíche mais gostoso,
Não é vender a bebida mais barata,
Não é encher o bolso de dinheiro no final de semana,
Pra mim, ser influente é simplesmente ser, e colaborar,

Eu  não sei da minha sentença amanhã
Mas tenho certeza caros leitores,
Que o som que coloco aqui ecoa,
E minha Itaparica nunca mais será a mesma.

Dinheiro é tudo?
Pra mim não.

Viver é tudo, sentir é ser, e o ter, teremos...

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Três dias de novembro.

Por você o inicio,
De toda felicidade da minha vida,
Do amor que devoto,
Por todos os anos de espera...

Por você Andressa,
De todo amor do mundo,
Em todas as formas de expressão,
Você veio tão simples...

Fez de mim melhor,
A parte mais bela de mim,
Onde eu sempre procurei,
Me vi em teu sorriso...

Sou tão grato que não sei dizer,
Saiba que te amo,
E sem você não sei viver,
Me de as mãos e vamos percorrer o mundo...

Que seja agora, de hoje, de sempre,
Seja infinito, atemporal,
Que seja nós, por nós, em nós,
Seja até o fim...





terça-feira, 7 de novembro de 2017

Me ame hoje como se fosse a primeira vez,
Me deseje agora como se nunca mais,
Fite o horizonte pela janela do teu coração,
Repouse comigo no balanço da rede,
Caminhemos pelo nosso jardim florido,
Vivamos, eternamente sejamos,
Por nós!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Vida!

Previamente combinado,
Nunca nada esperado,
Cada nota um novo verso,
E tudo as vezes assim,
Meio desconexo...

Você erra tanto,
Entretanto descobre,
Que a beleza não poe mesa,
E a alegria pode estar num simples olhar...

Começa a notar a brisa suave,
Se encantar com aquela musica,
Que te prende, te marca, entorpece,
E o coração perde o compasso...

Se livra dos firmamentos,
De todas as junções possíveis,
Se torna livre, como um pássaro,
E não se conforma mais em não voar...

Percebe que o melhor remédio se chama tempo,
Começa a ver uma  beleza oculta,
E se apaixona perdidamente por ela,
Começa a entender o que é essencial...

O relógio da vida não existe,
Cada segundo é como nunca mais,
E a gente se entrega, intrinsecamente,
Como se não pudesse voltar...

E a vida vai tomando forma,
O desprendimento vai sendo natural,
E a alegria e gratidão se torna diária...

E o amor?

Ah...

(Pausa do poeta)

O amor é fonte de água viva que não cessa,
Que não me canso de querer me afogar,
Pra todo dia que começar, eu terminar morrendo,
E renascendo, na minha poesia (vida), de saudade!