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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O suor e a saliva.

Meu berço não é de ouro
e você não me devora,
no outono tudo é fresco
no verão eu sou suor,

Sou fervor que ensandece
o orvalho, à minha saliva
na nota musical um nome
a minha mente encolhida,

O tempo é pouco,
no verão tudo é novo,
o grito rouco consciente
no sangue o meu enredo,

O suor e a saliva...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Eu não sei escrever poesia,
eu não entendo o verso,
me sinto só no deserto,
abandonado pela vida,
amargando a solidão.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Armas!

Que nos desarmam,

Consola o demente,

Violenta o inocente,

Consome o puro vicío,

Um homem suicida,

Alimenta o demônio,

Crucifica um cidadão,

Morre mais um João,

Vitima da arma!

CARNIFICINA,

Um estupro a vida!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Meu mundo em um ponto.

Estou danifica(n)do
minha córnea não enxerga
a minha entranha é estranha
e a minha hérnia virou merda

Tudo lá é sem sentido
eu não sinto porra nenhuma
e minha onda não esta de costume
a esse ciclo putrefaço

Amanha eu lavo a louça!
gritou a puta feito moça

Pega a piruca do careca!
antes que ele me comprometa
saia daqui e adormeça

O meu mundo é feito rimã
só é fora de ordem
uma orgia vocabulária

Uma puta desvairada.

domingo, 8 de novembro de 2009

O poeta e a boémia.

A noite do boémio,
outrora fonte de-vaneios,
versos sussurrantes
bolero, um copo de uísque...

A tristeza ensandece o poeta
leva morte da amada
busca consigo o amor deixado
perdido as entrelinhas...

À calçada que tanto ouve, fala
nos tropeços e soluços
vai despedindo à boémia
um suicídio à poesia.






quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hoje é saudade.

Não aguento mais falar de tristeza,
hoje em dia pra mim é algo rotineiro
vou então falar de saudade
antes que me acostume também
e se torne uma nova triste rotina...

A saudade é o consolo do poeta
a tristeza é o uisque falsificado
o amor é o choro sofrido
o verso que assassina o poeta.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tudo na vida é besteira,
antes da vida vem o amor,
após a vida vem o remorso
de perder o tempo pensando
e no fim percebendo
que tudo na vida é besteira.