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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Morte de amar.

À morte de um amor
É visitar a sepultura,
Perder-se no dia frio,
Vagar sob a penumbra,

Pela dor da consciencia,
Envolve entanto consequencia,
Grito subito sem platéia,
E a morte que permeia ouvindo,

A culpa que não cessa,
Dor que não tem pressa,
Os gemidos sem hora pra acabar,
E a morte não cansa de ousar,

O silencio do poeta,
Sorte que se contesta,
Pois a primavera derradeira,
Foi minha ultima companheira,

Sofro no oculto,
Mudo, oco, sem rumo,
Vozes apedrejando coração,
De um sofrimento sem fim,

Olhar ao lado sem ninguém,
E o amor, encontrar alguem?
A morte veio sem rodeios,
E a tristeza, não se cansa de ficar...