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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

REFORMULAÇÃO!

- A pausa é necessária, até mesmo ao tempo.

(O coração dorme, sem ter hora pra acordar)


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Eu, em partes.

Hoje abri a janela do meu coração,
Fitei o horizonte,
Senti uma vontade desesperadora de correr,
Dos meus medos, das minhas crises...

Descobri que sou o pior de mim mesmo,
Um coração carregado de ansiedade,
Cheio de culpa e saudade,
Onde não sabe mais onde ir...

Não aguento mais pensar assim,
Não aguento mais ser tão ruim,
Não consigo mais me reerguer,
Cheguei no limite, do meu limite...

Sou eu, em partes, querendo me encontrar,
Me sinto perdido, vagando por ai,
Sem rumo, sem ter para onde, nem quando
Nem como, nem para que, ou porque,

Só sei que hoje,
Sou sempre, o pior de mim...


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Como eu era antes de você.

Tudo era sem forma e vazio,
Medos, trevas, profundidade,
Onde eu já não existia a muito tempo,
Minha face não refletia, era breu...

Como um filme desses de cinema,
Pedalando voltando pra casa,
Caindo de bicicleta e fingindo não doer,
Risadas e dor, assim como nosso amor...

Me vejo numa cadeira de rodas,
Doente, percebo hoje tanto meu erro,
Em ser tão orgulhoso e não notar você,
Que estava ali cuidando de mim...

Virei a cara, te abandonei,
Via você indo embora pela janela,
Sempre pensei que voltaria,
E hoje você não volta mais...

Como numa fotografia,
Paro no tempo e só vejo você,
As cores da parede, o sofá,
Tudo nesta casa tem seu cheiro...

Quando notei meu erro,
Já foi tarde demais,
Você se foi, se cansou,
E o que me resta?

Contemplarei a vida pela janela,
Deitado em uma cama,
Lendo talvez um livro,
Aguardando a minha hora...

O amor habita, sem querer ir embora,
A saudade me sufoca, me deixou doente,
Não consigo mais comer,
Nada mais tem muito sentido...

Talvez você nunca mais voltará
Mas quero que saiba,
Que amo você
E (um longo suspiro...)

Como eu era antes de você...


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Recomeço,
Me conheço,
Sei que padeço,
De saudade,
Contra o tempo,
Mas em tempos,
É (e eu) preciso,
Recomeçar... 

sábado, 26 de novembro de 2016

Partida. (o fim)

Tomei um banho demorado,
Dobrei a ultima coberta,
Fechei a porta do quarto,
Tranquei bem as janelas...

Passei pela cozinha, 
Tirei tudo que nela havia,
Abri bem a geladeira,
Desliguei toda a energia...

Na sala, não tem mais porta retrato,
Os discos foram quebrados,
O tapete enrolado, (sem nunca ter lavado)
Nas paredes, as marcas de um tempo que passou,

Tranco bem a porta, dou um ultimo suspiro,
Sinto falta de ar, dor no peito,
Uma morte viva, dolorida, profunda,
Olho para o corredor e desço,

Cada degrau, sinto descer ao abismo,
Medo, panico, dor que silencia,
Chego no portão, olho para trás,
E parece que voltei no tempo...

Não consigo pensar agora,
Pra onde vou, ou onde me encontro,
Olho para rua e prossigo, sozinho
Deixando a saudade me levar...

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Um minuto do tempo
Pauso num instante
Suspiro entre versos
Tributo a saudade...

sábado, 12 de novembro de 2016

Pela minha infinita tristeza percorro,
Na penumbra, súbito desejo incluso,
E eu, da pobreza na alma parto,
Sem ter noção do espaço, de onde,
Nem quando, até o encontro,
Da melhor parte de mim...   

sábado, 22 de outubro de 2016

Passei,
Passeando,
Num jardim
Encantado,
Onde o tempo,
É saudade...

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

(sem título)

Não espere de mim um verso bonito,
Ou flores na beirada da cama,
Talvez um belo pão quente no café da manhã,
E claro, um leite quente (sem café)
Não tenho as formas físicas mais bonitas,
Nem pretendo (já deixo claro),
Afinal o que é beleza?
O ditado diz que ela não põe mesa,
Não tenho todo o dinheiro do mundo,
Nem pouco, dirá muito (risos)
Embora em minha casa (vida) tenha espaço,
Onde certamente você pode morar,
Não sei do meu futuro, não posso prometer,
Vai que a vida continua assim,
E eu não sei hoje o que vai ser amanhã,
Mas observe, as flores permanecem no campo,
Mas uma coisa é certa, prometo
O amor que habita em mim, transborda,
Preenche as lacunas do tempo, do espaço
Onde tudo isso se anula,
E a vida, passa um pouquinho mais devagar...

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Furto do tempo,
Espaço,
Passeando, 
Entre versos, 
De saudade..

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Poesia da simplicidade.

Minha vida,
É poesia,
Amor,
Saudade....

Versos singelos,
De um tempo
Que quando,
Não sabe...

E outrora,
De novo,
Ser noutro
Eternidade...

Na valsa,
Da prosa,
Do sempre,
Que enfim...

terça-feira, 12 de julho de 2016

Relacionamento.

Ódio, angustia, medo, panico.
Tristeza, solidão, fuga.
Morte, dor, magoa, cansaço.
Incompreensão descabida.

Aprendizado, amadurecimento,
Resurgimento, Enxergar,
Abrir a janela do quarto,
Permissão à nova vida.

Passos dados, mãos entrelaçadas,
Lutas, dedicação, compreensão
Dar sentido ao que era oculto,
A cada novo dia superação...

Se doar pelo outro,
Amar até que termine os dias,
Não se deixar levar pelos defeitos,
Olhar para dentro da alma,

Ter misericórdia,
Sorrir quando não tem graça,
Deitar ao lado sem dizer nada,
Sentir-se completo no vazio...

Ter um jardim regado,
Dormir de pés ligados,
Não querer mais ir embora,
E repousar...(silencio)

Viver, enquanto é hora.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Coração de tulipas.

Minha alma morta, perdida,
Perdia os sentidos, a rota,
Direções não se cruzavam mais,
As nuvens pararam de sorrir...

Meu tudo tinha partido,
A vontade esvaído ,
Minha outra parte sumido,
E meu coração era tanta saudade...

Os móveis da casa, o olhar na janela,
Tudo não tinha mais graça,
Meu mundo era sem cor,
E minha face só era tristeza...

Até quando como um tulipa no jardim,
Vi você voltar e sorrir,
Trazendo a paz que não mais existia,
Ao meu coração que antes era solidão...

Seu toque, seu beijo, me trouxe de volta,
Uma euforia misturada com saudade,
Um amor profundo veio a tona,
E a certeza que através de você,

Eu estava de volta em casa...

domingo, 10 de julho de 2016

Não saudade, da saudade.

Durante meus passos nesta vida,
Encontro entre tantos reencontros,
Uma parte de mim não descoberta,
Entretanto, não entanto, em memoria...

Uma parte obscura, que reflete a saudade,
Outra parte tão clara, de só eu mesmo,
De tanto sentir, que tanto sofri,
E hoje sou reflexo de sentimentos...

Olho para fora, janela entre aberta,
A figura de você, no meu eu poético,
Esplendorosa, imaculada, sem defeitos,
Transforma as memorias em tormento...

Queria de ti uma figura demonizada,
Onde não houvesse tempo nem sentido,
Mas o amor que envolve é mais forte,
E em meu leito, quase padeço, de tristeza,

E saudade...

Poema da Felicidade

Aquelas velhas historias sem graça,
Daquela mulher que se foi,
A forma que sempre se vê,
Vivendo encontrando nos erros,
Lutas mal sucedidas,
Uma desculpa para não felicidade,
Que te espera à porta,
Junto de todo amor e saudade....

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Morte de amar.

À morte de um amor
É visitar a sepultura,
Perder-se no dia frio,
Vagar sob a penumbra,

Pela dor da consciencia,
Envolve entanto consequencia,
Grito subito sem platéia,
E a morte que permeia ouvindo,

A culpa que não cessa,
Dor que não tem pressa,
Os gemidos sem hora pra acabar,
E a morte não cansa de ousar,

O silencio do poeta,
Sorte que se contesta,
Pois a primavera derradeira,
Foi minha ultima companheira,

Sofro no oculto,
Mudo, oco, sem rumo,
Vozes apedrejando coração,
De um sofrimento sem fim,

Olhar ao lado sem ninguém,
E o amor, encontrar alguem?
A morte veio sem rodeios,
E a tristeza, não se cansa de ficar...

sábado, 23 de abril de 2016

Você.

Minha fonte de inspiração,
Linda paisagem do poeta,
Que transcende a alma,
Reflexo do melhor de mim,

A união de todos os encontros,
E de tantos desencontros,
Reencontrei você,
Trazendo paz ao meu coração,

Eu não sei nem como dizer,
Só sei o que não mais querer,
E com certeza pode saber,
Que hoje e sempre só quero você,

Minha amiga, amada, companheira,
Mulher minha que devoto meu amor total,
De noites infinitas de saudades,
À eternidade, de um mundo,

De só nós dois.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Reinventar.

Seguir buscando direções,
Ouvir uma voz, meio a multidão,
Livrar-se de súbitos delírios,
Ocasionalmente nos piores momentos,

Dar sentido à razão de tudo,
Para que eu possa em um novo mundo,
Cruzar fronteiras sem medo,
Enfrentar todas as dores causadas,

Fito o meu infinito particular,
Ânsia de novidades não remotas,
Uma revolução de sentimentos,
Onde ando sob a onda do meu tempo,

Uma unica maneira de se viver,
Tentando sempre subverter a lógica,
Rompendo com as estruturas casuais,
Renascendo a cada dia.

sábado, 16 de abril de 2016

Um novo amanhã.

Perdido no meu tempo,
Entravado por lembranças,
Um novo recomeço,
Vento que sopra de novo horizonte...

Me refaço, reconstruo,
Recolho de mim a melhor parte,
Aprendo com meus monstros,
Que é sempre possível...

Um ponto final,
O fim, embora não novo,
Seja tão dolorido,
Broto novas possibilidades...

Inicio de um caminho,
Que já trilhei tanto,
Embora saiba entanto,
Que não sei ser só...

Em...fim!