Páginas

quarta-feira, 12 de março de 2025

Eu, o amor e o tempo.

É poeta...

O tempo passou, a roda girou, o sentido mudou,
Quanta coisa tem acontecido poeta,
O relógio que teima em não parar,
A vida que vai passando, com ela vários (dias) presentes...

Quantas surpresas (boas e ruins) não é mesmo?
A percepção que só o amor não é suficiente,
Ou melhor, amar é uma decisão, certo?
Que envolve todas as intempéries da vida!

Eu aprendi a ser sozinho, embora esperando.
Aprendi que ninguém realmente se importa,
Encontramos lampejos de preocupações alheias,
Onde cada um esta na sua caminhada, e ok (eu também estou).

Pra mim hoje, amar é querer ser presente na tempestade.
É saber que pelo caminho haverá obstáculos, 
Mas que no fim da jornada vai valer a pena, sabe?
Eu era romântico demais, e sofri tanto por isso.

Mas ainda acredito no amor, e nas surpresas do tempo.
Acredito que ainda é possível acordar ao lado da mulher amada
Dos pés entrelaçados, do jantar feito junto, andar de mãos dadas,
Poxa, sou um ser humano. Só mudei a perspectiva!

Sinceramente caro leitor,
O que quero do tempo, se não amizade?
O que espero do amor, se não racionalidade na decisão,
E de mim? Que eu continue caminhando, assim...devagarinho.